Curso de Medicina da UEL alcança conceito 4 em avaliação no Enamed

Além da UEL, a PUCPR Londrina alcançou conceito 3 na avaliação nacional do MEC, que analisou cursos públicos e privados de Medicina. No cenário estadual, o Paraná se destacou nacionalmente com cursos que atingiram o conceito máximo (5). O melhor desempenho da Região Sul foi registrado pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava, que obteve 97,5% dos concluintes acima do nível mínimo de proficiência, figurando entre os seis melhores cursos do Brasil.

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A Universidade Estadual de Londrina (UEL) alcançou conceito 4 na primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Ministério da Educação (MEC). Além da UEL, o município de Londrina também aparece no levantamento com o curso de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR – Londrina), que obteve conceito 3. Os dados mostram um cenário diversificado na cidade, com cursos bem avaliados e outros que ainda precisam avançar nos indicadores de qualidade.

O Enamed é uma nova avaliação nacional, exclusiva para a área da Medicina, aplicada a estudantes do último ano e médicos recém-formados. O exame passa a ser realizado anualmente, unificando a base do Enade, e avalia competências clínicas, conhecimentos teóricos, tomada de decisão, além de princípios éticos e de saúde pública.

Destaques no Paraná

No cenário estadual, o Paraná se destacou nacionalmente com cursos que atingiram o conceito máximo (5). O melhor desempenho da Região Sul foi registrado pela Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava, que obteve 97,5% dos concluintes acima do nível mínimo de proficiência, figurando entre os seis melhores cursos do Brasil. Também alcançaram conceito 5 os cursos da Universidade Estadual de Maringá (UEM), da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), da Universidade Federal do Paraná (UFPR – Toledo), da Universidade Positivo (UP – Curitiba) e das Faculdades Pequeno Príncipe (FPP – Curitiba).

Outras instituições públicas e privadas do Estado obtiveram conceito 4, como a UFPR – Curitiba, a PUCPR – Curitiba, a Unioeste – Cascavel e Francisco Beltrão, a Unicesumar – Maringá, a Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR – Curitiba), a FAG – Cascavel, além do Centro Universitário Campo Real, em Guarapuava.

Cursos avaliados com conceito 3 incluem a PUCPR – Londrina, o Centro Universitário Integrado de Campo Mourão, o Unidep – Pato Branco e a Unipar – Umuarama, enquanto instituições como a Unipar, a Uningá – Maringá e a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila – Foz do Iguaçu) ficaram com conceito 2, indicando desempenho abaixo do ideal.

Segundo o professor Abrão José Melhem Júnior, coordenador do Curso de Medicina da Unicentro, o desempenho reflete a qualidade do projeto pedagógico adotado pela instituição. “O resultado confirma a excelência da formação técnica e humana que oferecemos desde o primeiro ano, com ênfase no raciocínio clínico e na prática simulada. Este conceito máximo atesta que o investimento em metodologias inovadoras está contribuindo para a formação de médicos altamente qualificados”, afirma o docente.

Rede Estadual

A rede estadual de ensino superior do Paraná conta com seis cursos de Medicina, somando 302 vagas anuais, com oferta pela UEL (80), UEM (40), UEPG (50), Unioeste (92) e Unicentro (40). Em dezembro do ano passado, o governador Carlos Massa Ratinho Júnior anunciou a implementação do curso de Medicina da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) com 40 vagas anuais, no câmpus de Cornélio Procópio, no Norte Pioneiro. As atividades da primeira turma estão previstas para começar em 2026. 

Entre os cursos já em pleno funcionamento, o mais novo é o da Unicentro, ofertado em Guarapuava, no Centro-Sul do Paraná, cuja primeira turma teve início em 2019 e concluiu a graduação no ano passado.

A estrutura das instituições estaduais de ensino superior são reforçadas por hospitais universitários, que funcionam como centros de formação prática e atendimento de alta complexidade, incluindo o Hospital Regional Centro-Oeste (HRCO), utilizado como hospital-escola para os estudantes de Medicina da Unicentro.

Residência Médica

A primeira edição do Enamed estabelece um novo marco na formação médica no Brasil, pois o exame está integrado ao Exame Nacional de Residência (Enare), para o ingresso em programas de residência médica e multiprofissional em saúde.

A nota individual dos participantes contribui como critério de seleção para o acesso às vagas ofertadas pelos hospitais universitários federais e por instituições de saúde públicas e privadas de todo o País, que aderiram ao Enare.

Via: Tarobá Notícias e AEN