Egresso da UEL é homenageado como Arquiteto do Ano pelo CEAL

Thiago Zani é também o autor do projeto do Marco dos 100 Anos de Londrina. O reconhecimento carrega também o legado de uma geração que começou seu pai, o também arquiteto e urbanista Antônio Carlos Zani, professor da Universidade Estadual de Londrina.

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O reconhecimento profissional de uma entidade com mais de 70 anos que representa arquitetos e engenheiros é simbólico e significativo para o arquiteto e urbanista Thiago Zani, que será homenageado pelo Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (CEAL) como Arquiteto do Ano, no próximo dia 30 de outubro. Para o profissional, diretor da Zani Arquitetura e autor do projeto “Sementes do Centenário”, vencedor do concurso do Marco dos 100 Anos de Londrina, em dezembro de 2025, essa homenagem carrega também o legado de uma geração que começou seu pai, o também arquiteto e urbanista Antônio Carlos Zani, professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

“Ter esse reconhecimento pelo CEAL tem um significado ainda mais especial porque vem da própria classe, através de uma entidade que há mais de 70 anos representa engenheiros e arquitetos de Londrina. Isso torna essa homenagem muito maior do que uma conquista pessoal. Carrega uma história que atravessou gerações, e a história de uma cidade pela qual temos profundo respeito, carinho e paixão. E nos dá um senso de responsabilidade de continuar contribuindo para a arquitetura e para a construção do futuro da cidade que queremos”, afirma Thiago Zani.

Além disso, essa homenagem é a chancela de uma instituição respeitada na sociedade civil organizada. “Para minha carreira, é um momento muito especial. Mas, para mim, representa muito mais continuidade do que chegada. A arquitetura é uma profissão de longo prazo, e aquilo que construímos hoje muitas vezes só será compreendido com o tempo. Receber essa homenagem reforça o compromisso de continuar produzindo uma arquitetura perene, que tenha significado para as pessoas e para a cidade.”

Trajetória
Thiago Zani construiu uma trajetória que começou na infância, observando o pai, Antônio Carlos Zani, contribuir para a construção e a formação da arquitetura de Londrina e região. “Tive o privilégio de crescer observando tudo isso e, depois, buscar meu próprio caminho”, diz. Depois de se pós-graduar em Arquitetura e Pós-Modernidade pela Universidade Estadual de Londrina (UEL), Thiago também foi estudar e trabalhar em São Paulo e em Milão, na Itália. “Ao retornar a Londrina, desenvolvi meu próprio percurso profissional, atuando em projetos residenciais, comerciais e urbanos, e na execução de obras, além da docência por alguns anos.”

Marco dos 100 Anos
Em dezembro de 2025, o arquiteto venceu o concurso do Marco dos 100 Anos de Londrina, realizado por diversas entidades. “Esse projeto nasceu da reflexão sobre a memória, o futuro e a paisagem de Londrina e propõe a recuperação e valorização do Lago Igapó e do meio ambiente por meio de estratégias baseadas na natureza, sustentabilidade, cultura e educação ambiental. Esse trabalho também expressa uma maneira de pensar a arquitetura: inclusiva e atemporal, que procura dialogar com o contexto em que será inserida, respeitando sua memória, os materiais e o meio ambiente, sempre pensada para as pessoas e para a cidade”, explica. Confira as fotos na galeria logo abaixo do texto. 

Talvez a coroação desse projeto tenha despertado a atenção do CEAL e levado a entidade a reconhecê-lo como Arquiteto do Ano. O projeto “Sementes do Centenário” é um conjunto formado por marcos monumentais, passarelas flutuantes e jardins filtrantes. “O objetivo final é criar um símbolo, que se integra ao lago, o abraça e regenera, completando sua paisagem, conectando suas margens e transformando-se em um novo eixo de lazer, contemplação e apropriação pública”, diz.

Thiago explica que a forma das sementes remete às origens agrícolas e à construção da identidade econômica e histórica da cidade. “A estrutura reinterpreta as tipologias das construções pioneiras estabelecendo uma conexão entre o passado e o presente. A escolha da madeira reitera essa ligação: um material tradicional agora utilizado com técnicas contemporâneas. Além disso, a utilização da proporção áurea reforça a harmonia intrínseca da natureza, valorizando tanto o desenho orgânico e fluido da proposta quanto as paisagens naturais que caracterizam Londrina”, afirma.

*Com informações da A.I. do CEAL